FELTHOR
Imediato Nexway · logística e transporte

Um dia, 99 pessoas, 13 protótipos de IA

O hackathon que abriu o programa de cultura de IA da Imediato Nexway. O objetivo não era premiar um projeto: era fazer gente que nunca tinha usado IA sair do dia construindo com ela.

99pessoas, presencial e online
85ideias de problema enviadas pelos participantes
13protótipos apresentados à banca
95%menos horas no processo do 1º lugar (estimativa do time)
Contexto

A Imediato Nexway montou um programa de cultura de IA com três pilares: governança, treinamento e ferramental. O hackathon de 2 de outubro de 2026 foi a primeira ação coletiva do programa.

O ponto de partida era honesto: grande parte das pessoas nunca tinha usado IA no trabalho. Na convocação, houve área que entendeu que o evento era para “desenvolver um joguinho”.

O desafio

Três coisas ao mesmo tempo:

  • Turma misturada. No mesmo dia, gente que nunca abriu um chat de IA e gente que já automatiza. O iniciante não podia ficar para trás, e o avançado não podia se entediar.
  • Problema real, não protótipo de gaveta. O que saísse do dia precisava ter dono, tamanho e caminho para virar produto.
  • Segurança. Nada de instalar programa nas máquinas, nada publicado fora da empresa, e cuidado com o que já existe: cerca de 2 mil computadores no dia a dia.
O que a Felthor fez
  1. Desenho do dia

    Inspiração, nivelamento técnico e mão na massa, nessa ordem. Roteiro guiado do início ao fim, com teto de 15 minutos por fala técnica. O intervalo do café tinha uma função técnica: garantir que todo mundo estivesse com a ferramenta aberta e funcionando antes da prática.

  2. Escopo combinado com a segurança da informação

    Três níveis de uso de IA: chat, agente que automatiza o trabalho e sistema. O hackathon trabalhou os dois primeiros e parou no protótipo. Servidor, banco de dados e publicação seguem pelo time de tecnologia, depois do evento.

  3. Time técnico treinado na véspera

    Uma hora com cerca de 15 pessoas que iam monitorar os grupos: criar uma skill, um artefato e uma tarefa agendada. A regra: nada é ensinado no dia sem que os monitores tenham feito antes.

  4. Canvas de uma página e banca com régua

    Cada time preencheu problema, solução, resultado esperado, riscos e como a IA ajudou. A banca avaliou com seis critérios e pesos fixos, montados sobre os pilares do comitê de tecnologia da empresa. Assim, o vencedor chega ao comitê numa língua que a diretoria já sabe ler.

  5. Palestra de abertura

    “Gestão primeiro, IA depois”: antes de automatizar, saber qual meta o projeto move. Melhoria que não mira a meta é real e não muda o resultado.

  6. A plataforma do evento

    Construída pela Felthor em dois dias: credenciamento, envio de ideias, sorteio de times equilibrado por nível de IA, canvas preenchido ao vivo pelo grupo, banca dando nota pelo celular, ordem dos pitches e pódio no telão. Publicada no servidor da própria empresa.

Resultado
13protótipos apresentados em pitch de 5 minutos, de 13 times sorteados
85 de 99participantes enviaram um problema real da operação
100 → 5 hpor mês na conferência de bases de um processo do departamento pessoal: o projeto vencedor
2.900 hpor mês, somando as estimativas dos 13 times

Os ganhos são estimativas dos próprios times, feitas em poucas horas. No palco, a soma foi apresentada como valor hipotético: R$ 2,1 milhões por ano e 2.900 horas por mês, num cenário potencial de R$ 12,8 milhões, ainda sem conta validada. A validação é o próximo passo.

Onde o Claude entrou
  • Claude foi a ferramenta do evento. A empresa liberou o Claude para todos os participantes por 30 dias. Os três primeiros lugares ganharam licenças de IA permanentes.
  • Os exercícios usaram recursos do próprio Claude: skill, artefato, tarefa agendada e o conector com o Microsoft 365, liberado pela segurança da informação.
  • Facilitador que pesquisa junto. Na véspera, só umas três pessoas do time técnico já tinham usado o Claude. A orientação foi não fingir que sabe tudo: pesquisar na própria ferramenta, ao lado do participante.
  • A plataforma do evento foi construída com Claude Code, em dois dias, e publicada no servidor da empresa.
O que aprendemos

Ideia com “falta” já é solução

“Falta acesso ao WhatsApp” é uma solução disfarçada. Pedir o problema sem essa palavra melhorou as ideias na hora.

Business case forte vence MVP fraco

Em duas horas, ninguém termina um sistema. O que a banca quer ver é quem entendeu onde a IA ajuda.

O protótipo para no artefato

Num evento corporativo, o hackathon prova a ideia. Sistema em produção passa pelo comitê.

Banca com régua escrita

Critério subjetivo sem régua vira gosto do avaliador. A régua foi a ambição da empresa para 2030.

Próximos passos
  • Os projetos vencedores foram levados ao comitê de tecnologia da Imediato Nexway, em 6 de outubro de 2026.
  • A empresa anunciou para a semana seguinte sua política de uso de IA, com ferramenta corporativa.
  • A ideia é que o evento vire uma trilha de formação. Uma segunda edição foi prometida a quem não conseguiu vaga.
  • Outra área já pediu para usar a plataforma no business case de um projeto antigo.
Depoimento
Espaço reservado para o depoimento do cliente.
Só entra com texto e autorização dele.